LÚPUS EM DIFERENTES PESSOAS
DIFERENÇAS DE ACORDO COM O SEXO, A IDADE E A COR DA PELE
LÚPUS E DIFERENÇAS POR SEXO
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é muito mais frequente em mulheres do que em homens. Para cada homem com lúpus, existem aproximadamente 7 a 15 mulheres com a doença. Alguns estudos sugerem que os homens têm maior risco de apresentar problemas renais do que as mulheres. No entanto, é importante levar em conta que não há dois pacientes com lúpus iguais e que, tanto em homens quanto em mulheres, o diagnóstico e tratamento precoces são chaves para evitar que a doença avance e tenha consequências graves na saúde.
LÚPUS E DIFERENÇAS POR IDADE
Nas mulheres, a idade mais comum na qual aparecem os primeiros sintomas do LES é entre os 15 e os 45 anos, isto está relacionado, entre outras coisas, com os hormônios femininos que são responsáveis pela reprodução. Embora o lúpus não seja comum em crianças menores de 12 anos, nem em pessoas maiores de 65 anos, a doença pode afetar pessoas de qualquer idade, de crianças muito pequenas a pessoas muito idosas.
LÚPUS NA AMÉRICA LATINA
A América Latina se destaca pela convivência de pessoas que pertencem a diferentes etnias. Denomina-se etnia a um grupo de pessoas que compartilham a mesma cultura, como os costumes, a língua ou a religião, além de compartilhar, por exemplo, a cor da pele, e a origem dos seus familiares e antepassados. Um exemplo disso são os indivíduos nativos de uma zona, como os indígenas americanos, e os descendentes de europeus, africanos e a combinação entre eles. Na América Latina, a doença é mais grave e envolve com mais frequência órgãos internos como os rins nos pacientes que têm a pele escura e naqueles pertencentes a povos indígenas. Essa mesma característica foi observada em pacientes descendentes de povos indígenas (mestiços). Pelo contrário, em pacientes de pele branca ou descendentes de europeus, a doença costuma ser mais benigna
PONTOS RELEVANTES
O LES é mais frequente em mulheres
Nas mulheres, a maioria dos sintomas começa durante a idade reprodutiva (entre os 15 e os 45anos).
A doença é menos frequente em homens: a cada dez mulheres com lúpus, há um homem que tem a doença.
As crianças e pessoas idosas também podem ter lúpus, embora a doença seja menos frequente nesses grupos.
Os pacientes de pele escura, mestiços ou pertencentes a povos indígenas podem ter uma manifestação mais grave da doença.
DICAS DE CUIDADO E CONTROLE DA DOENÇA
1. Se você tem LES, deve comparecer às consultas médicas regulares, cumprir com seu tratamento e seguir as dicas sobre vida saudável indicadas por seu médico.
2. Se você tem LES e tem a pele escura, é mestiço ou pertence a algum povo indígena, deve estar atento a qualquer manifestação nova, especialmente àquelas que possam indicar problemas renais (ver capítulo de lúpus e rins).
3. Mesmo se você não tiver sintomas, seu médico solicitará exames de laboratório periódicos para avaliar a atividade do lúpus e seu tratamento precoce.
4. É muito importante que você faça corretamente o tratamento médico bem como siga as instruções de cuidado geral indicadas por seu médico.
5. Se algum dos seus familiares apresentar sintomas semelhantes aos seus, ele/ela deverá consultar o seu médico o mais cedo possível.
PERGUNTAS FREQUENTES
POR QUE O LÚPUS É MAIS FREQUENTE EM MULHERES JOVENS?
Isso é porque um dos fatores que influenciam o desenvolvimento da doença está relacionado com os hormônios femininos, fundamentais durante a idade fértil da mulher.
POR QUE O BAIXO NÍVEL SOCIOECONÔMICO E EDUCATIVO PODE AFETAR A EVOLUÇÃO DA DOENÇA?
Geralmente, para as pessoas de baixo nível socioeconômico é mais difícil ter acesso a assistência médica, há demora no diagnóstico e no início de um tratamento adequado, bem como dificuldades para compreender a doença e receber os medicamentos apropriados.
A COR DA MINHA PELE INFLUI NA EVOLUÇÃO DA DOENÇA E NA RESPOSTA AOS TRATAMENTOS?
As pessoas de pele escura, mestiços ou pertencentes a povos indígenas podem ter um lúpus mais grave. Mas também é verdade que alguns medicamentos são mais eficazes nessas populações. Isso é muito importante para decidir o tratamento mais adequado.